sábado, 8 de agosto de 2015

Quando Ícaro Saltou...



Era Ícaro no nome, tal qual o filho do construtor do labirinto; mas este era o “meu” Ícaro, parido dum devaneio de tédio, na volta à escola pra casa, já adulto e atribulado, lá pro ano de 1999.
Tal qual o outro, este também tinha seu próprio precipício.
Não lhe dei asas de cera, e o que me preocupava era a queda. (Para baixo existem tantos destinos!)
Não havia lhe inventado uma motivação, ainda que o revisitasse milhares de vezes. (É que a vida, mesmo fictícia, pouco se explica!)
E lá estava, está, (estaria?) o pobre garoto, ansioso à beira do salto; segurado apenas por capricho, ou falta de imaginação!
Angustiado com a situação que nunca se resolve, hoje, me convenci lhe conceder alguns passos, e lhe adiantar a história um pouco mais.
Alguns toques nas teclas, e a pobre marionete saltou!
Ícaro se tornou um personagem eterno, inacabado e despropositado, cuja parte mais interessante vêm de sua inconclusão.
É mais um daqueles personagens clichês, que caem para sempre, sem, contudo chegar a algum lugar!




Anderson Dias Cardoso.
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