segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Sobre Ex-Amores.

Era um bom/boa rapaz/moça, no entanto, ela(e) tornou seu coração em pó.
Depois daquele evento, o trabalho durou a tarde inteira. Bambú, papel de seda, linha 10, cola e plástico, para a "rabiola".
O cerol fabricado pelos estilhaços retirados de seu peito dividiria o próprio espaço e tempo.
Desde então, sua maior felicidade era soltar papagaio na rua da pessoa, a qual um dia fora amada!
 
 
Anderson Dias Cardoso.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A Guerra.


Encontrava-me sob bombas.
Milhares, derramadas de um céu escuro, em todas as direções.
Cadáveres lançados de uma parte a outra, enquanto sirenes e vivos uivavam em meio ao
fumo.
Nada além do medo e a dor de todas aquelas infelizes almas, abatia-me.
Não havia bala sequer que me resvalasse.
No entanto, à despeito de toda tragédia, era eu o único ali a sofrer.
Ninguém padecia verdadeiramente e nenhum deles morria para sí mesmo.
Eram bonecos feitos de sonhos, espetáculo emulado, interativo a um só espectador.


Anderson Dias Cardoso.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Que Há Por Dentro.

Em seu exercício de arqueologia do autoconhecimento, escavou seu peito em busca dos fósseis de sua criança interior.


Anderson Dias Cardoso.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

No Aperto do Meu Apê.

Morava em espaço tão exíguo, que quando em casa, escrevia qualquer coisa sem ao menos separar as palavras...



Anderson Dias Cardoso.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Cassiopéio Salva o Dia.



Cassiopéio Eduardo de Alcântara nasceu para ser herói. Salvara, por diversas vezes, sua irmã de inimigos imaginários. Aplicou, certa feita e desengonçadamente, a Manobra de Heimlich em sua mãe, evitando a morte por asfixia por conta de um osso do pé de um frango. Enfrentou a cachorrada dos vizinhos salvando um filhote de gambá, fugido de uma daquelas costumeiras queimadas da região. Tudo isso, e muito mais!
Seu projeto (para não dizer sonho) era o martírio em prol de qualquer causa que julgasse nobre. Foi quando veio a guerra, e o se alistar aconteceu quase instintivamente.
De início era daqueles jovens da provisão, ainda que deixasse claro aos superiores sua bravura e espírito belicoso.Carregou rifles, comida,medicamentos...Bem que tentou acertar algum inimigo com algumas das cápsulas que furtara no paiol, porém a miram não era das melhores.
Naquele dia estava entrincheirado. O lugar era bem pouco profundo e improvisado, e uma bomba foi lançada aos pés do tenente Ambrósio,  próximo a uma dúzia de pessoas as quais, por falta de tempo, ou por se encontrarem em seu "contrapé", seriam estraçalhadas por aquele artefato, caso ele não interviesse.
A ocasião era perfeita, o lugar, propício ao salto. O momento era aquele, porém, naquele dia se encontrava meio indisposto.
Abaixou-se, e enquanto ouvia o estouro esperou que houvesse outras oportunidades.



Anderson Dias Cardoso.
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