quarta-feira, 20 de março de 2019

O Principe - Maquiavel - AUDIOLIVRO

O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de uma das teorias políticas mais elaboradas pelo pensamento humano e que tem grande influência em descrever o Estado desde a sua publicação até os dias de hoje, mesmo os sistemas de governo já serem variados. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã, o intuito de O Príncipe é descrever as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado, ou seja, um guia para como se chegar e manter-se no poder. Maquiavel deixa de lado o tema de A República que será mais bem discutido nos Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio. Em vista da situação política italiana no período renascentista, existem teorias [carece de fontes] de que o escritor, tido como republicano, tenha apontado o principado como solução intermediária para unificar a Itália, após o que seria possível a forma republicana. O tratado político possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lourenço II de Médici (1492–1519), Duque de Urbino. Mediante conselhos, sugestões e ponderações realizadas a partir de acontecimentos anteriores na esfera política das principais localidades de então, o livro pretendia ser uma forma de ganhar confiança do duque, que lhe concederia algum cargo. No entanto, Maquiavel não alcançou suas ambições. É este livro que sugere a famosa expressão "os fins justificam os meios", significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiaveliano. Alguns cursos de administração de empresas fazem leituras aparentemente deturpadas de tal obra, afirmando que, se uma empresa for gerida considerando as metódicas análises do autor, essa conseguiria prosperar no mercado. Nesta obra, Maquiavel defende a centralização do poder político e não propriamente o absolutismo (como muitos pensam [carece de fontes]). Suas considerações e recomendações aos governantes sobre a melhor maneira de administrar o governo caracterizam a obra como uma teoria do Estado moderno. Uma leitura apressada ou enviesada de Maquiavel pode levar-nos a entendê-lo como um defensor da falta de ética na política, em que "os fins justificam os meios". Para entender sua teoria, é necessário colocá-lo no contexto da Itália renascentista, em que se lutava contra os particularismos locais. Durante o século XVI, a península Itálica estava dividida em diversos pequenos estados, entre repúblicas, reinos, ducados, além dos Estados Papais. As disputas de poder entre esses territórios era constante, a ponto de os governantes contratarem os serviços de Condottieri (mercenários) com o intuito de obter conquistas territoriais. A obra de Maquiavel revela a consciência diante do perigo da divisão política da península em vários estados, que estariam expostos, à mercê das grandes potências da Europa. O Príncipe foi traduzido várias vezes no Brasil. Seus comentadores, prefaciadores, tradutores etc, dado o caráter ambivalente da obra, revelam mais sobre si mesmo do que sobre Maquiavel. 


Fonte: Wikipedia.

Amor e Fome


Bate aquela fome, e você vai em busca de algo para comer. Encontra dois pacotes de miojo.
Pega a panela, coloca o conteúdo da embalagem para ferver, e sua cachorrinha começa a lhe encarar, como se um pouco daquilo que estava para comer fosse o último desejo de de uma condenada (havia a ração, porém isso nunca conta).
Você fica com pena, mas...
-Filha, papai não tem coragem de dar esse veneno para você comer.


Anderson Dias Cardoso.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Uma Antiga Aldeia e Seus Pequenos Deuses - [Audioconto]

Em algum lugar de um mundo fictício, um grupo de pessoas padece de fome e sede terríveis. Algumas delas, em desespero, realizam sacrifícios rituais, ao passo que, sem qualquer resposta, não poucas delas se atiram ao abismo, para morte certa. Ocorre que um som assustador irrompe daquele lugar! Uma criatura gigantesca, com centenas de braços e cabeças emerge, causando espanto naqueles esfaimados, e modificando totalmente as vidas e relações, tanto de uns para com os outros, quanto em relação ao divino.

O Alienista (Machado de Assis) - Audiobook

O Alienista é uma célebre obra literária humorística do escritor brasileiro Machado de Assis. Muitos o Consideram um conto, mas a maioria dos críticos e especialistas o consideram uma novela por causa da sua estrutura narrativa.

Publicado em 1882, quando aparece incorporado ao volume Papéis Avulsos, havia sido publicado previamente em A Estação (Rio de Janeiro), de 15 de outubro de 1881 a 15 de março de 1882.

A história fala sobre o Dr. Bacamarte, que era convencido de que é ótimo, que se casa com sua mulher, porque esta teria características mentais e físicas para conceber-lhe um filho, o que não ocorre e por isso ele se aprofunda nos estudos, que naquela época eram pouco explorados, a loucura. Assim cria a Casa Verde, uma espécie de manicômio.

Fonte: Wikipedia.

domingo, 10 de março de 2019

A Revolução dos Bichos - Audiobook

 

Estamos tentando desenvolver um humilde projeto de disponibilizar audiobooks na plataforma do Youtube, principalmente para pessoas com deficiência visual, mas também a pessoas que sabem o valor da leitura como instrumento de formação.
Caso conheçam, principalmente deficientes visuais, e puderem compartilhar o link do canal, ficaremos gratos.
Esta é uma amostra dos vídeos, e o canal segue nos comentários.
P.s: Os livros estão em domínio público.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Realidade? A Gente Inventa!

=
O que acreditamos vida inteira que fosse neblina a nos irritar os olhos e tolher a visão, eram, na verdade, um sem número de cortinas de fumaça.
Em breve, quem sabe, gás lacrimogêneo...


Anderson Dias Cardoso.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Filhasofia


-Então, qual é mesmo o seu nome?
-Meu nome não é muito comum...
-O nome dela é Sara.
-Ué, mas você disse que seu nome era incomum.
-Meu nome é composto. Sara-Tustra. Meu pai era meio chegado nesses lances de filosofia.
-Ah!



Anderson Dias Cardoso.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Sobre Festas



- ...então, você não fala nada de si, e quanto a tudo que te cerca, parece tão pouco interessado. Ao menos gosta de festas?
-Digamos que assumo uma postura quase religiosa quanto a elas. E quando estou em uma possuo até meus “Dez Mandamentos”, no que toca ao assunto. O primeiro deles é “Amarás ‘adeus’ acima de todas as coisas.”


Anderson Dias Cardoso.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Trocadilhos Para Dominar


Do berço ao dia em que achava que podia pensar por si própria, à cria diziam: "Lobo, tu mias!"
Como mágica, o trocadilho tornou-se em realidade,
Transmutaram-lhe a natureza, amansaram-lhe os ímpetos, para que continuassem reinando, sobre todos, por mais uma geração.


Anderson Dias Cardoso.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Expectativas

Pequena multidão de crianças de olhos vazios disputando, frente ao vendedor, o direito de arrastar um daqueles seus caros e foscos balões de chumbo, enquanto seus pais procuravam, por um instante, esquecer-se destes, ainda, de si próprios, gozando dum por-do-sol sem cor ou  expectativas, durante seu passeio por um daqueles bosques onde se plantam astronauras.


Anderson Dias Cardoso.

sábado, 12 de maio de 2018

Sob Pressão

Um planeta inteiro de Atlas, envergados sob o peso de mundos imaginários que foram criados, e postos sobre seus lombos, para que os suportassem e não pudessem mirar seus próprios horizontes.


Anderson Dias Cardoso.

domingo, 1 de abril de 2018

A Marca dos Deuses

Intrigado pela obsessão de algumas pessoas a respeito de uma certa marca de produtos plásticos caríssimos (Tupperware), fui investigar as raízes deste controverso objeto de desejos, e acabei descobrindo que a marca tem origem Tupí, e, ancestralmente se referia aos recipientes de barro onde se guardava as almas dos vencidos em batalha, as quais eram oferecidas ao Deus Tupã...
Naquela época eram chamadas de TUPÃWERE.
Hoje, a tradição prossegue, só que as Almas aprisionadas nos potinhos plásticos superfaturados são extraídas, pouco a pouco, dos corpos ainda com vida dos trabalhadores daquelas fábricas.
O deus também parece haver sido substituído.
O novo garoto propaganda responde pelo nome de Mamon.


Anderson Dias Cardoso.

sábado, 3 de março de 2018

Osvaldo

Estava olhando o Osvaldo, uma aranha que habita o banheiro de casa, o qual, que eu saiba,não é jurista, diplomata, político, não esteve envolvido com a fundação Estado de Israel... e que mantém em sua morada, como inquilinos, em sua teia, seus dois últimos exoesqueletos.
Deve ser meio estranho olhar para seu passado de forma tão concreta, e conviver com carcassas vazias de si mesma, como um prelúdio de seu próprio fim.
Boa noite.

Anderson Dias Cardoso.

domingo, 21 de janeiro de 2018

OS NOSSOS HOMENS-BOMBA

Um pobre homem-bomba ocidental cultua a Mamon, do qual tenta se apropriar, quando, na verdade, por ele é apropriado .
O leviano deus lhe promete a possibilidade de posse, e satisfação infinitas...Assim como o faz a todos seus irmãos. Promete como certo, aquilo que ninguém possui.
O homem o segue, até o tempo lhe pese, as intempéries o aflijam, suas pernas fraquejem, e sucumbindo, seja pisoteado por aqueles que foram seduzidos após ele.
Neste momento sua “religião” se realiza!O inevitável ocorre, e o leva a um martírio inglório.
O homem-bomba ocidental é uma curiosidade fatal, vez que, em percebendo a farsa na qual foi envolvido, e que lhe furtou vida, alegria e saúde, ao invés de explodir, IMPLODE, levando consigo muitos dos que os cercam.



Anderson Dias Cardoso.

sábado, 20 de janeiro de 2018

FILOSOFUCK

Um filme que se passa na grécia antiga. Uma história sobre filosofia e a comercialização da ideia de que não existem verdades absolutas, por uma garota que procurava subverter a moral e os bons costumes daquela sociedade:
"BRUNA SOFISTINHA"
Hoje!Nos melhores cinemas!


Anderson Dias Cardoso.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

TROCADILHOS.



-Ei! Você não é a vítima escolhida para o sacrifício da tarde?
-Na realidade, bééé, só vim dar uma espiadinha.
-Ah! Entendi. É que sempre me confundo com esse negócio de x ou s.
-Todo nós, bééé ,meu amigo. Todos nós. Um bom trabalho ao senhor, e, não suje muito sua roupa. Manchas de sangue não são fáceis de serem removidas, e isso pode dar muito trabalho à senhora, sua querida mamãezinha.
-Obrigado.O senhor é muito simpático e atencioso.Desejo-lhe uma ótima tarde.
- Bééé.


Anderson Dias Cardoso.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Sobre Ex-Amores.

Era um bom/boa rapaz/moça, no entanto, ela(e) tornou seu coração em pó.
Depois daquele evento, o trabalho durou a tarde inteira. Bambú, papel de seda, linha 10, cola e plástico, para a "rabiola".
O cerol fabricado pelos estilhaços retirados de seu peito dividiria o próprio espaço e tempo.
Desde então, sua maior felicidade era soltar papagaio na rua da pessoa, a qual um dia fora amada!
 
 
Anderson Dias Cardoso.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A Guerra.


Encontrava-me sob bombas.
Milhares, derramadas de um céu escuro, em todas as direções.
Cadáveres lançados de uma parte a outra, enquanto sirenes e vivos uivavam em meio ao
fumo.
Nada além do medo e a dor de todas aquelas infelizes almas, abatia-me.
Não havia bala sequer que me resvalasse.
No entanto, à despeito de toda tragédia, era eu o único ali a sofrer.
Ninguém padecia verdadeiramente e nenhum deles morria para sí mesmo.
Eram bonecos feitos de sonhos, espetáculo emulado, interativo a um só espectador.


Anderson Dias Cardoso.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Que Há Por Dentro.

Em seu exercício de arqueologia do autoconhecimento, escavou seu peito em busca dos fósseis de sua criança interior.


Anderson Dias Cardoso.
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