quarta-feira, 30 de março de 2011

Um Desses Dias Amargos.


O despertador fere os ouvidos enquanto o sol vandaliza os olhos e o relógio me empurra para minha rotina!
Visto roupas rotas, tomo uma refeição pobre e sigo espremido na lotação e oprimido no emprego.
A rádio não sintoniza meus gostos, as vozes me irritam todas!
E os diálogos? Realmente hoje nada me interessa!
A hora freia, minha angústia aumenta e a tarefa entregue tortura as mãos e o nervos!
Ouço um podcast e penso: Pode “Cast out”! Tento me concentrar no silêncio, mas a broca ao lado o fulmina!
O martelo acerta duas vezes o mesmo dedo, a paciência atinge seu limite, mas a legislação me impede de “matar” alguém! E zombando de mim  até os minutos recusam a finar, antes parecem se replicarem em sucessivos instantes!
No almoço, marmita fria, carne dura, verduras murchas e pouca fome!
No quilo, o tempo se apressa, o estômago pesa e o corpo amolece!
No seu fim a máquina costura rápido, a mente trabalha lenta e a obra feita quase merece o lixo!
Penso em pedir dispensa, penso nas despesas e por fim me despeço do pensamento!
Custa! O  fim do expediente, custa mas chega!
E minha alegria é  o ônibus cheio, uma programação televisiva repetitiva e os costumeiros pesadelos...
Dos quais o pior deles é o “bolso vazio”!

Anderson Dias Cardoso. 



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