domingo, 29 de setembro de 2013

Morte Inócua...Not!


O corpo tremulava inda um pouco, e lhe perturbava aquele cheiro e viscosidade de sangue nas mãos.
Não houve realmente um embate, e a morte atraiçoara e furtara por golpes de porrete outra alma enquanto deixava o corpo moído marcando o verniz do soalho.
Fora vingança, e, dizendo-se de passagem, bem merecida!
Executada em tempo e ocasião oportunas, em uma propriedade de impossível averiguação:
A mente!
Então seria crime sem pena, do qual o cadáver zambeteava por ai sem se dar conta de seu próprio fim.
Mas ainda assim lhe pesava aquela execução, a qual nem era incidente isolado; e o preocupava muito pensar que aquelas mortes honestas poderiam se materializar fora de seus horizontes oníricos caso afrouxasse seus freios sócio-religiosos...
A paz nunca nos fora uma coisa instintiva!
Tais pensamentos o perturbaram muito; ao ponto de afastar-se da picanha que fatiava como peça do almoço, e em níveis subconscientes, uma representação de seu desafeto; e se lembrou de quão exemplarmente se portava diante de seus pares, do esforço em se manter emocionalmente afetuoso à terceiros; e, sendo ele tal modelo de bom proceder, cidadão moralmente acima da média, o que se dizer dos outros tantos "delinqüentes contidos" soltos por aí, e que fazem da palavra segurança uma coisa impossível!
Consultou a internet e temeu as estatísticas:
Somos mais de sete bilhões de possíveis assassinos!



Anderson Dias Cardoso.
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