domingo, 16 de setembro de 2012

A Humildade Dos Seres Pequenos...


Acordou enxergando em negativos todos os espaços e medidas; e, do núcleo atômico à seus elétrons se perdeu na imensidão de vazios de uma pequena molécula!
Do mínimo passou à vastidão do vácuo de toda substância; os infinitos que se atraiam na coesão dos corpos; da porosidade da pele ao pequeno estorvo pontilhado de astros viajando na negrura da expansão, em uma estranha harmonia sem toque.
E notou novas dimensões de solidão; em corpos abandonados além de qualquer contato; de uma aglomeração de nada entre os tangos cosméticos.
Tudo era vastidão solidária, e é atração intuitiva, se não; divina!
É o habitat das insignificâncias... É a junção harmônica de todas as potências!
E ele se notou ponto perdido em tais grandezas; assim como o planeta em que habita, o Sol que o aquece e os caminhos das composições estelares desta tão modesta Via Láctea!         


Anderson Dias Cardoso.
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