quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Mão Do Sindicalista.


Era sindicalista, como tantos, e como um em particular; logo que ascendeu àquele ponto em que se costuma se envaidecer sua destra resolveu-se por pender insensível, para um horror meio controlado de quem a possuía.
Então o homem usou de suas influências em todas as consultas, perícias, laudos; e, ao ser declarado inválido uma aposentadoria exorbitante foi estabelecida arbitrariamente, não fazendo jus a holerite ou contribuição!
Daí, de sindicalista à político a vida seguiu com toda obviedade e trânsito por círculos de influência e interesse, agregando com demagogia todo elemento humano para sua quase certa reeleição.
Curiosamente a mão doente segurava em bailes e eventos a taça, apertava outras mãos, e pagava propina!
Quando interrogado, confrontado, ou acusado por ostentar uma mão saudável onde devia haver um membro mirrado pela doença, o deputado sorria e dizia que a peça havia sido voluntarioso caso de “síndrome da mão alheia”, da qual havia conseguindo em análise uma concordância.
Agora lia seus pensamentos, e lhe servia por solidariedade tudo que carecia!
A psicologia, tornada em desculpa, tornara obsoleta a amputação de dedos com motivos de picaretagem!



Anderson Dias Cardoso.

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