quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Um Bicho Eu...


Quero repouso para o espírito, e me perdoe meu siso; ele me acompanha desde a meninice!
Não me adiantaram os teus palhaços, piadas e caretas visto que meu mau-humor é hereditário, e o riso é como feriado... Vez em quando.
Não me peçam para mostrar-lhes os dentes, não me venham coagir com cócegas, pois toda alegria forçada é espasmo não verídico; e se tem estima pela minha presença, respeitem também meu silêncio!
Sou bicho remoente de pesos que me lançam; e ainda por despeito, abraço por mim mesmo outros encargos!
Miro-me amargoso em tuas falhas, enquanto averiguo as minhas; critico teus procederes enquanto me culpo pelos meus; reparo tuas invejas, as preferindo à minha indiferença!
Sou bicho angustiado, e não se engane; quando sorrio, minto!

Anderson Dias Cardoso.
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