quarta-feira, 20 de julho de 2011

As Almas são Pretexto.

Cabeça,Lampada,Manto.
As almas escapavam dos lábios, dos gestos e pensamentos e os corpos seguiam como aparelhos orgânicos, instintivos, se aglomerando em grupos de afinidade rasos de comunhão.
O amor, no entanto, era repetido como mantra por toda boca e os abraços eram o inverso do calor, e o desejo se avolumava para se tornar em posse de uns outros espectros que nada irradiavam.
E eles se aproximam, e sua presença não me é bem vinda e eu reflito todos os atos e sorrisos, e minha aparente simpatia aos “espíritos dos mortos” me pesa como um constructo hipócrita; uma defesa aos “fantasmas” sociais.
E eu olho, aquele como perjuro, o outro como avaro, o casal como adúltero, as velhas que se assentam às sombras vespertinas, tecedoras de mexericos, e até àscrianças atribuo maldades e mimos!
A imagem do mundo é o retrato do limbo, e a maldade é quase tudo.
E ironicamente as almas perdidas esconjuram os demônios, mas apegam se aos seus vícios! 

Anderson Dias Cardoso.
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