quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sem o Mar.



Nunca vi o mar,
Nem provei seu sal.
Mas sigo sentado na praia,
Sem água, sombra, soda ou sol.

Não há ondas, nem vi gente,
E se o vento sopra, não é em minha direção.

Parece que não é bem assim.
Não há lugar aqui.
Não há lugar algum.
É só saudade e dor.
Eu não devia...
Eu não queria ser.
Alguém em meu lugar.
Alguém que eu não sou!

A maresia,
Deste mar sem água.
Esse marasmo,
dor vazia que não se disfarça.
A sombra projetada não esconde,
A dúzia de passos cambaleantes
Que deixei atrás de mim.
O corpo cansado diz,
Que eu já devia estar em casa.
Mas eu vou um pouco mais.
Eu vou um pouco além.
Quero me perder
No silêncio
Na cilada
Que a vida armou pra mim.



Anderson Dias Cardoso.
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